Viver 2021...

Viver 2021…
Comecei o ano fazendo várias reflexões que gostaria de compartilhar com você.

Sobrevivemos ao ano 2020. Meu desejo é que que possamos viver o ano 2021.

Ed René Kivitz diz que viver é uma arte que se aprende.

Só podemos aprender aquilo que ainda não sabemos.
Apenas conhecimento não é aprendizado.
Mas como aprendemos?
Aprendemos estudando, compartilhando experiências e vivências e colocando em prática ou seja vivendo.
Somos eternos aprendizes no caminho da vida.
Vamos vivendo e aprendendo pelo caminho, buscando alcançar uma vida bem sucedida.
Mas um questionamento interessante é o que seria uma vida bem sucedida?

O primeiro pensamento que vem à mente é que uma vida bem sucedida é com fama, poder e muito dinheiro no bolso. Será?…

Numa análise mais profunda, uma vida bem sucedida é aquela repleta de propósito e de sentido.
Uma vida bem sucedida é aquela onde deixamos de ser reféns das circunstâncias e passamos a ser os autores principais da vida.
Uma vida bem sucedida é aquela que aproveitamos e desfrutamos da beleza do caminho, quando desenvolvemos a resiliência diante das adversidades da vida e seguimos em frente ao lado de pessoas que amamos.
Uma vida bem sucedida é ter sabedoria para aprender e ajudar as pessoas a viver e encontrar o caminho da vida bem sucedida.
Uma vida bem sucedida é uma vida que promova o bem estar físico, emocional, social e espiritual.
Uma vida bem sucedida é uma vida em amor, amor a Deus ( que é amor), amor ao próximo e amor a vida.

Você está pronto(a) para viver 2021?
E para você o que é uma vida bem sucedida?

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Dia Mundial do Coração - 29 de Setembro de 2020

 “Use o Coração para Vencer as Doenças Cardiovasculares.”

Esse foi o tema que a World Heart Federation escolheu para celebrar o Dia Mundial do Coração. Em 2020 todas as atenções estavam para a covid- 19, e as pessoas com problemas no coração são consideradas grupos de risco para complicações da covid, portanto mais uma razão para proteger o seu coração, de seus familiares e da sociedade. Muitas pessoas deixaram de cuidar do coração colocando a culpa na pandemia.

As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no mundo. São diversas condições que agridem o coração e os vasos sanguíneos, contribuindo para as doenças cardiovasculares, como o hábito de fumar, o diabetes, a pressão alta, o colesterol elevado, a obesidade, o sedentarismo entre outros. Essas condições precisam ser controladas para prevenir as doenças do coração. Também é importante dizer que o acesso aos serviços médicos de qualidade precisa ser universal. As pessoas não precisão esperar sintomas incapacitantes para buscar por ajuda. Várias doenças diagnosticadas precocemente, mesmo antes de causarem sintoma, terão uma melhor evolução com o tratamento adequado.

A campanha “Use o Coração para Vencer as Doenças Cardiovasculares” está fundamentada em três pilares:

1) A informação, a educação em saúde e conscientização da importância de cuidar bem do coração.

2) Cada pessoa é responsável por adotar um estilo de vida saudável, mas também pode ser responsável por ajudar seus familiares, amigos, enfim pessoas de seus relacionamentos, a também adotarem um estilo de vida que proteja o coração.

3) A compaixão deve ser o propósito de cuidar do coração Usar o coração para vencer as doenças cardiovasculares significa adotar um estilo de vida saudável por amor próprio e ajudar as outras pessoas a mudarem o estilo de vida por amor ao próximo.

Esta campanha é um convite para as pessoas adotarem um estilo de vida saudável não apenas pela dor, quando o coração já adoeceu, mas pelo amor, protegendo o coração e ajudando as pessoas a protegerem seus corações..

Precisamos nos unir e usar o coração para ajudar as pessoas a não fumar, evitar o abuso de álcool, medir e controlar a pressão arterial, a glicose no sangue, o colesterol, usar o coração para praticar atividade  física regular, escolher melhor os  alimentos.

Concluindo usar o coração promover saúde e amar a vida!

https://www.world-heart-federation.org/world-heart-day/.

#WorldHeartDay

#UseHeart

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Reflexão: Acelerando o Tempo.

Passei minha vida querendo acelerar o tempo. Meu grande sonho era ser médico, entrei na faculdade de medicina aos 18 anos.
Eu sabia que o vestibular era um grande desafio. Passei e me formei na Universidade Federal Fluminense. Quando vi no jornal que tinha sido aprovado, saí correndo pelas ruas de São Paulo, naquela época não tinha celular, fui correndo para casa do meu tio para anunciar para os meus familiares que eu tinha entrado na faculdade de medicina, uma sensação de felicidade pela aprovação e alívio por ser uma Universidade pública e gratuita.
A partir deste momento comecei a querer acelerar o tempo… não via a hora de me formar, de realizar o sonho de ser médico, de colocar em prática o que eu aprendi e cuidar das pessoas.
Desde o 3° ano escolhi cardiologia, motivado por ter perdido meus avós por doenças cardiológicas e por ter o privilégio de ser ensinado por ótimos professores. Não via a hora de começar e terminar a especialização.

Mas percebi que eu não queria cuidar apenas de uma parte ser humano, do coração, queria cuidar do todo, do corpo e da alma. Eu queria promover saúde plena, ou seja, o bem estar físico, emocional, social e espiritual.
Depois da cardiologia comecei outra especialização ( medicina do trabalho), em seguida fiz mais uma ( terapia cognitiva comportamental), sempre querendo terminar logo e aplicar meus conhecimentos.
Analisando esse meu comportamento entendo que eu talvez buscasse além do conhecimento dado pelos cursos de graduação e pós-graduação também o reconhecimento, mas este assunto fica para depois.
Olhando para trás vejo que não precisava ter acelerado tanto.
Olhando para trás vejo que cheguei no mesmo lugar e ao mesmo tempo apesar de ter desejado acelerar, porém deixei de aproveitar o processo, de contemplar a beleza do caminho, de valorizar a superação das dificuldades e dos obstáculos, de celebrar uma conquista antes de passar para o próximo desafio.

Na vida familiar também vivia querendo acelerar o tempo. Quando fiquei noivo da Angela queria casar logo, como era médico do exército precisei esperar minha promoção a oficial para poder casar.

 Tive dois filhos o Henrique e a Marina. Quando meus filhos nasceram não via a hora deles começarem a falar para conversarmos, de andar para passearmos juntos, não via a hora de que eles crescessem. Eles cresceram, então não via a hora de entrarem na faculdade, entraram, meu filho na medicina e minha filha na psicologia, estão prestes a se formar. E logo vão embora, vão seguir a vida deles. Agora não quero mais que o tempo passe tão rápido…

Recentemente fiz uma postagem no meu Instragram @drcarloshenriquecosta e Facebook https://www.facebook.com/drcarloshenriquecosta com a seguinte reflexão: A  fase de botão da flor não é menos importante por não ser tão bonita. É preciso saber esperar, e apreciar cada fase. Assim como no exemplo da flor, devemos aceitar, respeitar, saber esperar e enxergar o que tem de melhor em cada fase da vida.

Lembrei-me da música Epitáfio dos Titãs e percebo que devia ter feito algumas coisas diferentes, como diz a música: Queria ter aceitado a vida como ela é, a cada um cabe a alegria e a tristeza que vier. Devia ter visto o sol nascer. Devia ter visto o sol se por. Devia ter vivido um dia de cada vez.

 Hoje com 55 anos, 30 anos de formado, 30 anos de casado, não quero mais acelerar o tempo, quero aproveitar a vida, buscando contemplar o momento, celebrando a vida, vivendo um dia de cada vez.

Meu saudoso e amado pai nos deixou um recado por escrito dizendo: Amem a vida, vibrem com a vida, cultivem a vida. A vida é a manifestação concreta de Deus.

Dr. Carlos Henrique M Costa

12/09/2020

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Ansiedade: O que é e como lidar

Ansiedade é um dos transtornos mentais mais comuns na humanidade, gerando desconforto e sofrimento para um número cada vez maior de pessoas. A ansiedade atinge todas as faixas etárias, da infância ao idoso. As mulheres são mais ansiosas que os homens, possivelmente por características biológicas e hormonais ligadas ao gênero, mas também em função da sobrecarga de atividades e cobranças sociais que as mulheres estão expostas. O Brasil lidera as estatísticas de ansiedade. Felizmente, existem ferramentas muito eficazes para o controle da ansiedade, propiciando uma vida plena, serena e confortável.

REAÇÃO DE LUTA OU FUGA.
A ansiedade fisiológica é um mecanismo natural de adaptação, sobrevivência e autoproteção. Diante de uma situação reconhecida como ameaçadora ou perigosa ocorre uma reação neuro-hormonal chamada de reação de luta ou fuga, onde a pessoa se prepara para enfrentar essa situação perigosa. Entretanto, algumas pessoas passam a ter sofrimento, prejuízo pessoal, social ou ocupacional em situações do cotidiano onde há uma interpretação equivocada, exagerada ou desproporcional do perigo aos quais estão expostas. No transtorno de ansiedade o medo, que é uma reação de alerta em resposta a uma ameaça conhecida, passa a estar presente em situações do cotidiano, onde o perigo é imaginário, mas as reações de ansiedade são reais, intensas e desconfortáveis.
Na reação de luta ou fuga ocorre uma ativação do sistema nervoso que prepara o ser humano para enfrentar os perigos. Assim, diante de uma situação interpretada como ameaçadora, ocorre uma descarga de adrenalina levando a um estado de alerta para enfrentar o perigo. No aparelho cardiovascular ocorre a aceleração do coração, que passará bater mais rápido e forte para mandar mais sangue para a musculatura, enquanto os vasos da superfície se contraem e a pele empalidece, protegendo assim a pessoa de um ferimento e priorizando o fluxo de sangue para a musculatura e cérebro. A respiração passa a ser mais curta e rápida, para eliminar mais eficazmente o CO2 produzido na luta ou fuga. Os músculos ficam tensos e ocorre um tremor para uma pronta resposta de força contra o perigo.
Estes efeitos são adaptativos e autolimitados nas situações fisiológicas, porém são desagradáveis e geram sofrimento na ansiedade patológica.
Outro hormônio que aumenta em situação de estresse e ansiedade é o cortisol, que pode levar a alterações da resposta imunológica do organismo, que ficará mais vulnerável a determinadas enfermidades, como doenças infecciosas.


SINTOMAS FÍSICOS E EMOCIONAIS
A crise de pânico é uma reação de ansiedade intensa e desproporcional, pois neste caso o perigo é imaginário, a avaliação do perigo é distorcida e os sintomas como palpitação, respiração curta e rápida, dificuldade para respirar, sudorese, tremores, tontura, elevação da pressão arterial, são interpretados como muito desconfortáveis e os próprios sintomas passam a ser percebidos como ameaçadores. Os sintomas vão aumentando em intensidade nos primeiros minutos da crise, atinge um platô, em seguida os sintomas diminuem e geralmente após alguns minutos de intenso desconforto os sintomas desaparecem.
Os sintomas físicos de ansiedade são semelhantes aos descritos na crise de pânico, e os sintomas psíquicos são: preocupação excessiva, tensão, apreensão, inquietação, insegurança, sensação que algo ruim irá acontecer, dificuldade de concentração, déficit de memória, sensação de estranheza, desrealização e despersonalização, nervosismo, irritabilidade, intolerância, pensamentos catastróficos, medo de perder o controle, medo de ficar louco, medo de morrer, sensação de morte.
Nos aspectos emocionais 3 características são marcantes e estão usualmente presentes, que são: o medo desproporcional, a preocupação excessiva e a intolerância a incertezas. Para algumas pessoas, a percepção da impotência e falta de controle de determinadas situações geram ansiedade.

ASPECTO SOCIAL
Vivemos numa sociedade doente que produz pessoas doentes. Uma sociedade com valores distorcidos como o individualismo, o consumismo, a ganância, hedonismo, perfeccionismo, valorização da fama, ditadura da aparência e do sucesso, geram pessoas inseguras, ansiosas e infelizes.
Os pais podem exercer um papel significativo na origem da ansiedade, pois reproduzem os valores da sociedade, colocam expectativas exageradas nos filhos e com frequência apresentam aos filhos um mundo mais perigoso do que ele realmente é, muitas vezes são críticos, superprotetores e controladores. Quando a criança se arrisca e os pais superprotetores alertam sobre o perigo, enfatizam o risco e desprezam a coragem, podendo contribuir para o desenvolvimento da ansiedade.
A interação de fatores genéticos com as vivências ao longo da vida, particularmente na infância e adolescência, contribui para o desenvolvimento da ansiedade. As experiências vividas do que é visto, ouvido ou sentido repetidamente ou sob forte impacto emocional, são memorizados e levam a uma programação mental, ou seja, a formação de crenças disfuncionais. Estas crenças disfuncionais estão relacionadas com pensamentos negativos e comportamentos não adaptativos causando e mantendo a ansiedade.

PROCESSAMENTO COGNITIVO
No transtorno de ansiedade ocorre um desequilíbrio entre a avaliação do perigo e a capacidade de enfrentá-lo. A ansiedade é muitas vezes causada pela interpretação exagerada do perigo, como se fosse colocada uma lente de aumento nas situações perigosas. Por outro lado, a pessoa ansiosa subestima seus recursos e habilidades para enfrentar essas situações.
No processo terapêutico para abordagem da ansiedade a pessoa deverá rever a relação do perigo com sua capacidade de enfrentá-lo.
O medo fisiológico e adaptativo tem por objetivo a proteção física, emocional e social. Mas o medo desproporcional gera sofrimento, prejuízo e limitação. O medo pode se transformar no cárcere da emoção, quando ocorre um aprisionamento emocional. A pessoa passa a evitar a situação temida. Segundo Robin Sharma os medos que não enfrentamos se tornam nossos limites.
Podemos identificar 4 camadas para o medo: integridade física, autonomia e controle, conexão social e senso de valor.
A primeira camada do medo é a integridade física, que busca a proteção corporal para proteger o indivíduo de tudo que possa ferir, mutilar ou até matar. Aqui o medo de um animal selvagem e feroz é adaptativo, mas o medo de barata é um transtorno.
Na segunda camada está o medo de perder a autonomia ou perder o controle. Neste caso, situações como estar num elevador, avião, trânsito ou diante de um médico que possa trazer uma informação sobre uma enfermidade é experimentada com desconforto e sofrimento.
Na terceira camada está o medo de estar só, de ser abandonado ou estar desamparado. Está nesta camada a ansiedade de separação que a criança pode sentir quando separada ou distante dos pais, ou aquela pessoa que tem medo de ser excluído socialmente, ou viver na solidão.
Na quarta e última camada está o medo da desaprovação, do fracasso e humilhação, que desencadeiam sentimentos de culpa e vergonha que comprometem o senso de valor pessoal.
Também nesta última camada está o perfeccionismo que é o medo de errar, e também a intolerância aos próprios erros e falhas que geram culpa e vergonha, ou erros e falhas dos outros que desencadeiam irritabilidade.
A psicologia cognitiva nos ensina que o medo e a ansiedade são frutos de pensamentos negativos e catastróficos que tem sua origem em crenças disfuncionais, e como consequência, levam a comportamentos e ações desadaptativas como a evitação da situação temida.

CLASSIFICAÇÃO DA ANSIEDADE
A ansiedade pode ser classificada em diversos tipos dependendo de determinadas características da apresentação dos sintomas: ansiedade generalizada, fobias específicas, transtorno do pânico, ansiedade social, estresse pós traumático e transtorno obsessivo compulsivo. Algumas pessoas desenvolvem a agorafobia que é a manifestação de ansiedade em lugares ou situações onde a fuga pode ser difícil ou o socorro pode não estar disponível, assim esses lugares ou situações passam a ser evitados.
Muitas pessoas desenvolvem sintomas depressivos associados a ansiedade caracterizando um transtorno misto de ansiedade e depressão, outras caminham na direção do uso, abuso e dependência de tabaco, álcool e outras drogas ou transtornos alimentares.
As pessoas com sintomas de ansiedade precisam passar por uma avaliação médica para a realização de exames clínicos e laboratoriais com objetivo de excluir outras doenças que podem apresentar sintomas semelhantes aos da ansiedade como hipertireoidismo, hipoglicemia, doenças cardiovasculares ou endócrinas.
O psiquiatra Augusto Curi descreve a Síndrome do Pensamento Acelerado, onde a pessoa apresenta pensamentos excessivos, reativos e acelerados, levando aos sintomas de ansiedade, insatisfação com a vida, impaciência, cansaço físico e mental, sofrimento por antecipação, dores de cabeça e dores no corpo, déficit de memória, dificuldade de concentração, distúrbios do sono. Na correria do dia a dia, buscando fazer cada vez mais, com os olhos focados no futuro, ocorre um distanciamento do presente.

TRATAMENTO
É importante destacar que ansiedade tem tratamento, que alivia os sintomas, a pessoa deixa de ser refém da ansiedade e é liberta do cárcere da emoção.
O tratamento aborda aspectos medicamentosos e psicológicos.
No aspecto psicológico o portador de ansiedade precisa ser treinado para gerenciar as emoções através do gerenciamento dos pensamentos automáticos negativos.
O ser humano está preparado para lidar com o estresse, mas o estresse contínuo leva a um estado de exaustão emocional. Portanto, fazer pausas através da meditação, oração e contemplação são importantes para a saúde mental, aliviando o estresse e a ansiedade.
Respirar lenta e profundamente, assim como exercícios de relaxamento são ferramentas eficazes no alívio da ansiedade.
Praticar atividade física regular melhora a qualidade de vida, promove saúde física e mental.
O tratamento medicamentoso está indicado quando abordagens psicológicas e comportamentais não são suficientes. Os medicamentos antidepressivos proporcionam melhora dos sintomas de ansiedade, tem o início de efeito lentamente, levando de 2 a 4 semanas para a melhora ser percebida, e devem ser utilizados por aproximadamente um ano. Medicamentos ansiolíticos também podem ser utilizados, neste caso por períodos mais curtos em função do risco de dependência que podem acusar.
Na arte de viver está o desafio de buscar o bem-estar emocional. No caminho da vida encontramos dificuldades próprias da existência humana, entretanto como lidar com os desafios da vida e as dificuldades passa por um processo de autoconhecimento, aprimoramento pessoal e desenvolvimento da resiliência, buscando o equilíbrio emocional, saúde, vida plena e feliz.

Dr. Carlos Henrique M. Costa
Psicóloga Luciana R. Torelli

Referências:
Ansiedade – Como enfrentar o mal do século. Augusto Curi
Mentes Ansiosas. Medo e ansiedade além dos limites. Ana Beatriz Barbosa Silva


O Poder da Ação. Paulo Vieira
Psicoterapias Cognitivo-comportamentais: Um diálogo com a psiquiatria. Bernard Rangé
App Cíngulo. Diogo Lara

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Coronavírus e tabagismo: o que eles têm em comum?

O novo coronavírus tem alguns aspectos em comum com o velho tabagismo. O primeiro aspecto em comum é a que ambos trazem graves problemas físicos, emocionais, sociais, econômicos. Ambos constituem um grave problema de saúde pública em todo mundo. De um lado, as Doenças Crônicas Não Transmissíveis provocadas pelo tabagismo, de outro lado, a infecção provocada pelo coronavírus, são importante causas de morte.
Interessante perceber que em muitos casos ambos podem ter seus riscos negligenciados, muitas vezes o tabagista nega os riscos de adoecer e morrer prematuramente por complicações relacionadas ao hábito de fumar, apesar de todas as advertências, enquanto muitas pessoas pensavam que o coronavirus provocava apenas mais um “resfriadinho” ou uma “gripezinha”, esse vírus foi se espalhando e dizimando milhares de pessoas no mundo todo.
A epidemia do novo coronavírus começou na China, um dos países com maior número de fumantes no mundo, e sabemos que o tabagismo prejudica os mecanismos de defesa das vias respiratórias, facilitando a infecção por este e por outros vírus e bactérias que acometem as vias respiratórias.
Tanto o novo coronavírus quanto o tabagismo agridem fortemente as vias respiratórias podendo provocar graves lesões pulmonares que podem levar a morte.
Mais uma similaridade é que o risco de complicações com o coronavírus é proporcional a idade, os mais idosos tem maior risco. No tabagismo quanto mais tempo de tabagismo maior o risco de complicações.
Também estão entre as pessoas com maior risco de complicações pelo coronavírus os portadores de doenças cardiológicas, doenças respiratórias e portadores de câncer, todas estas condições podem ser causadas e agravadas pelo tabagismo.
O INCA – Instituto Nacional do Câncer fez um alerta para os riscos de transmissão do coronavírus entre os usuários de Narguilé, pois eles compartilham as mangueiras e as piteiras passam de boca em boca. Neste alerta o INCA refere que as chances de agravamento da doença foram 14 vezes maiores entre as pessoas com histórico de tabagismo em comparação com as que não fumavam. Portanto o tabagismo é um fator de risco independente para as complicações causadas pelo coronavírus.
Assim como o cigarro que possui mais de 4700 substâncias tóxicas para as vias respiratórias, a infecção pelo coronavìrus provoca uma agressão e inflamação das vias respiratórias. O isolamento social previne a transmissão do coronavírus e a restrição de fumar em ambientes de uso coletivo previne o fumo passivo.
Mas há uma diferença marcante entre os dois, se o tabagista decidir parar de fumar e evitar o primeiro cigarro estará liberto da doença. Embora o exfumante esteja sujeito a recaídas, no caso do coronavìrus, quem se recupera provavelmente ficará imune.
Com semelhanças e diferenças, a informação e educação em saúde são importantes ferramentas no controle do tabagismo pandemia do coronavírus.

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